Friday, May 29, 2015


Feira Ciências

A feira de ciências é um ótimo meio de atrai o aluno para as aulas de Ciência, pois trabalharão com o conteúdo na prática, de modo que possam absorver melhor os conteúdos, de maneira diferente. A partir disso, procuramos mostrar um plano de aula, que pode ser usado em uma feira de ciência, assim auxiliando professor a encontrar novas maneiras de ensinar seus alunos.

Feira de Ciências sobre água

Objetivo(s) 

- Reconhecer características da água.


- Associar o uso da água a algumas de suas características.
- Perceber a interferência do homem no meio ambiente.
Ano(s) 
Tempo estimado 
Dois meses.
Material necessário 
Água, copo de papel, folha de papel, vela, fósforo, recipiente plástico, giz, suco em pó ou corante, garrafa PET, açúcar, sal e detergente.
Desenvolvimento 

1ª etapa 
Para trabalhar esta sequência com alunos com deficiência auditiva (com compreensão inicial de Libras e em processo de alfabetização), na primeira etapa, oriente-os individualmente, explicando em detalhes como será cada etapa da atividade. Ao falar para o grupo, dirija-se ao aluno com deficiência e estimule sua leitura orofacial.
Na segunda etapa, amplie o repertório do aluno sobre o tema, encaminhando leituras e atividades junto ao AEE ou como lição de casa.
Na terceira etapa, estimule a participação do aluno com deficiência fazendo perguntas dirigidas apenas a ele e peça que socialize suas ideias com o grupo.
Na avaliação, combine antecipadamente com o aluno como será sua participação na Feira de Ciências. Caso sua comunicação com o público seja limitada, ele pode se sentir mais representado pelos registros em cartazes ou vídeos feitos com o grupo.

2ª etapa 
Informe aos alunos que eles farão um trabalho para ser apresentado numa feira de Ciências sobre o tema "Água". Divida a turma em grupos com, no máximo, cinco integrantes, e avise que todos estudarão vários aspectos ligados ao assunto. É importante lembrá-los de que o evento será investigativo. Caberá aos estudantes envolvidos no projeto, portanto, fazer a mediação com os visitantes da feira durante o processo de construção de alguns conhecimentos.

Para dar início à preparação da feira, deixe que os alunos observem você colocar um pedaço de papel na chama de uma vela para que ele pegue fogo. Em seguida, trabalhe as seguintes questões: 1) Por que, ao ser posto no fogo por alguns instantes, um copo de papel com água não pega fogo? A água do copo esquenta? Você pode fazer uma demonstração dobrando uma folha de papel em forma de cone e colocando dentro dele um pouco de água. Depois, aproxime-o da chama da vela. As crianças perceberão que, dessa vez, o papel não pega fogo, pois a água é capaz de absorver a maior parte do calor. Peça sugestões de outros casos em que a capacidade térmica da água seja evidenciada. Exemplo: quando entramos no mar ou em uma piscina à noite e sentimos que a água está quente (essa sensação se deve justamente ao fato de a água ter passado o dia inteiro absorvendo calor); 2) Por que a água é considerada um solvente universal? Os estudantes podem fazer misturas de água com sal, açúcar e detergente para notar que todas essas substâncias se dissolvem; 3) Por que, quando molhamos a barra da calça na chuva, ela acaba ficando úmida até quase a altura dos joelhos? Para explicar esse fenômeno, chamado capilaridade, proponha experimentos como os seguintes: em um recipiente, coloque um pouco de água e adicione corante ou suco em pó. Depois, peça que os alunos mergulhem a ponta de um giz branco no líquido. Eles verão que a parte colorida "subirá" além do ponto em que o giz foi mergulhado. O mesmo pode ser observado ao mergulhar em um recipiente a ponta de uma toalha de banho; 4) Por que alguns insetos são capazes de "andar" na superfície da água? Esse é o gancho para abordar outra propriedade importante da água: a tensão superficial. Faça uma investigação sobre o tema com a turma; 5) A água disponível na natureza vai acabar um dia? Para discutir o assunto, leve para a sala uma garrafa PET e monte um modelo de escala da água do planeta. Se toda ela coubesse numa garrafa de 2 litros, quanto desse total seria doce? Resposta: apenas três ou quatro colheres de sopa. Quanto dessa água doce está em forma líquida e disponível para consumo? Resposta: aproximadamente três gotas. Durante a atividade, faça perguntas sobre a utilização desse recurso natural pelo homem e as possíveis consequências do uso inconsciente.

3ª etapa 
É hora de a garotada elaborar a problematização que será desenvolvida junto aos visitantes da feira de Ciências. Explique que ela deve estar relacionada aos seguintes conteúdos: 1) Características e propriedades da água; 2) Distribuição da água no planeta; 3) Utilização da água pelo homem. Garanta que, durante as aulas, os estudantes tenham contato com esses conteúdos. É fundamental que eles pesquisem, façam experimentos e escrevam sobre os três temas.

4ª etapa 
Explique à turma que a feira de Ciências que vocês pretendem organizar só será investigativa se os visitantes participarem das atividades. Dê alguns exemplos de como isso pode ser conseguido. Uma estratégia é propor aos estudantes que trabalhem em grupo para solucionar um problema, deixando claro que os questionamentos apresentados por você durante as aulas de preparação para a feira podem ser repetidos com os visitantes. Avise que você estará por perto o tempo todo para ajudar. Produto final Feira de Ciências.
Avaliação 
Avalie a participação de cada aluno e verifique se os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Uma breve apresentação do trabalho em sala de aula, antes da feira, pode ser um bom momento de avaliação.
Deficiências 
Auditiva 

Fonte: http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/feira-de-ciencias-sobre-agua

Reportagem da Leitura e Escrita


A leitura e a escrita é um tema discutido em todo o nosso país, a criança tem que aprender a gostar de ler, melhorando a aprendizagem dele. Os livros são o melhor caminho para tudo isso, pois ele leva ao aluno novos olhares, novos meios de ler e escrever, conhecendo novas palavras e novos significados.
Sobre esse tema separamos uma reportagem muito interessante do site "Todos pela Educação":

Deficiência de leitura e escrita

Sabe ler, mas não compreende. Escreve, mas comete erros básicos de ortografia. A dificuldade na leitura e escrita parece ser um problema universal na Educação do país e na Paraíba também. O fato de estar matriculado ou de frequentar rigorosamente as aulas não significa dizer que o estudante sabe ler e escrever como deveria; chegar ao Ensino superior também não. Essa deficiência é tema da segunda reportagem da série Educação em Pauta , produzida pelo JORNAL DA PARAÍBA e pelos demais veículos da Rede Paraíba de Comunicação.
No resultado da Prova Brasil 2011, a Paraíba obteve resultados preocupantes: apenas 23% dos Alunos tiveram aprendizado adequado na leitura e interpretação. Participaram da avaliação 35.646 estudantes, dos quais apenas 4% conseguiram um desempenho avançado, superando as expectativas. Outros 31% tiveram aprendizado insuficiente, segundo dados do Qedu, com base na Prova Brasil 2011.
O gerente de conteúdo do Todos Pela Educação, Ricardo Falzetta, disse que o problema começa com a Alfabetização inadequada que os estudantes recebem nos primeiros anos de estudo. “É preciso resolver o problema da Alfabetização das crianças, pois se não for assim, sempre vamos ter uma turma analfabeta saindo da Escola”, declarou. Até os 8 anos, todas as crianças devem ser alfabetizadas (matriculadas no 3° ano do Ensino fundamental e sabendo ler e escrever).
Segundo Falzetta, não existe solução mágica para melhorar esse cenário, sem passar pela formação de Professores. “A Alfabetização das crianças não pode ser considerada uma simples decodificação da língua, é preciso proporcionar a visão crítica, entender os usos sociais da língua. As crianças precisam entender o que elas estão lendo e escrevendo”, declarou.
Ele disse que discorda do pensamento que afirma que a internet e as redes sociais prejudicam o aprendizado, sobretudo à leitura e escrita. “Se for bem aproveitado por um Professor, a internet só tem a enriquecer”, explicou. Falzetta criticou o fato de que as crianças têm pouco acesso a livros de qualidade. “O processo começa na Educação infantil, as crianças precisam ser colocadas em contato com o mundo da escrita”, pontuou.
Para o especialista, o que falta mesmo é o acesso ao texto de qualidade, aos clássicos da literatura, de preferência. “Faltam bibliotecas nas Escolas, ou se tem livros, não são usados”, comentou Falzetta. “É preciso fazer uma formação que leve em conta a didática, e não priorizar metodologias ultrapassadas, com cartilhas que não servem para nada”, destacou.
Ter um espaço disponível para a leitura nas Escolas é essencial, segundo os especialistas em Educação. Mas na Paraíba, apenas 24% das Escolas de Educação básica (do total de 5.740) possuem bibliotecas. O percentual corresponde a 1.3281 instituições de Ensino. A sala para leitura, também defendida pelos Professores, só existe em 21% das Escolas. Em João Pessoa há bibliotecas em 60% das Escolas; em Campina Grande o ambiente existe em 46% das unidades de Ensino.
A diretora Abigail Niedja Sá, da Escola Municipal Aruanda, no bairro dos Bancários, na capital, disse que considera a biblioteca fundamental no processo da leitura. Segundo ela, a Escola tem um bom acervo de livros e é bastante visitada pelos Alunos que têm gosto pela leitura. “A biblioteca tem o objetivo de despertar o prazer da leitura nos estudantes. Muitos fazem empréstimos com frequência, outros, infelizmente, não demonstram tanto interesse”, afirmou Abigail. Segundo ela, os Professores incentivam a leitura, levando os Alunos para a biblioteca e pedindo resumos e fichamentos.
A diretora, que é pedagoga, afirmou que o ambiente familiar tem muita influência na leitura. “Se os pais gostam de ler e incentivam a leitura, é mais fácil para a criança gostar também.
Quando isso não acontece, fica complicado para a Escola fazer esse papel sozinha. Uma coisa é consequência da outra”, explicou Abigail.

Fonte:http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/31027/deficiencia-de-leitura-e-escrita/

Sarau de Poesia

Um exemplo muito legal para ser elaborado no sarau, é o sarau de poesia, que busca integrar a criança ao mundo da poesia.

Sarau na escola

SARAU NA ESCOLA

PROPOSTA DE AÇÃO
Realizar saraus periódicos na escola como estratégia para atrair as famílias, valorizando os talentos culturais presentes na comunidade.
 CONTEXTUALIZAÇÃO
Sarau é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. A palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer), porque acontecia, em geral, no fim do dia. Pode envolver dança, poesia, círculos de leitura, seção de filme, música, bate-papo filosófico, pintura, teatro etc. Muito comuns no século XIX, os saraus vêm sendo resgatados e reinventados pelas escolas como uma maneira de fortalecer a identidade da comunidade escolar, promovendo a integração de todos de forma descontraída, criativa e mais envolvente do que a tradicional reunião de pais.
É um momento para a soma conhecimentos, descobertas e vivências coletivas. Ao promover esses encontros, a Unidade Escolar ultrapassa seus muros e se fortalece como um pólo cultural da localidade. As famílias passam a se reconhecer na escola, o que acaba por ter um impacto muito positivo no envolvimento delas com os estudos dos filhos.
Além disso, o sarau é também um momento de tomada de consciência, pois a cultura desperta asensibilidade das pessoas para a realidade à sua volta e as estimula a refletir sobre ela a partir de outras linguagens.
COMO EXECUTAR
 Marcar uma reunião para compartilhar a ideia com a  direção da escola, o grupo de professores e o Conselho Escolar (caso exista). Se  for bem recebida, formar uma Comissão Organizadora.
A Comissão Organizadora deve então preparar uma reunião de planejamento, na qual devem ser definidos os objetivos e as características do evento, o horário, as tarefas necessárias à sua realização e os responsáveis por cada uma delas. Os saraus podem acontecer bimestralmente, sempre com um tema diferente que reflita os desejos e a realidade local.
Mapear os grupos e artistas locais e convidá-los a participar.
Levantar os equipamentos necessários para a realização das atividades e procurar parceiros que possam emprestá-los.
Planejar a ambientação da escola segundo o tema de cada sarau. A decoração pode ser feita pelos alunos, como trabalho de sala de aula.
Criar estratégias de mobilização da comunidade, como convites para enviar às famílias e cartazes para espalhar pela escola e em outros pontos do bairro. Um grupo de alunos pode criar um “convite falado” e apresentá-lo na saída das aulas.   Convidar os funcionários da Unidade de Negócio e o grupo de agentes-chave para que também possa compartilhar conhecimentos e vivências com os alunos, participando ativamente das atividades.

QUEM PODE EXECUTAR
Mobilizadores, agentes-chave, professores, alunos e representantes do Conselho de Escola.
 DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
Obs: a atividade pode ser adaptada conforme a realidade local e os conhecimentos prévios do mobilizador sobre o assunto.
As atividades do sarau devem ser planejadas de acordo com os interesses e talentos locais.
Apresentamos algumas sugestões:
1. Mesa de livros
Selecionar livros da biblioteca da escola (e outros doados/emprestados por parceiros) e espalhá-los sobre uma mesa grande. Os convidados sentam em  volta e ficam livres para folheá-los, copiar trechos ou ler alto para o grupo. A única regra é que os livros não saiam da mesa.
Algumas sugestões de autores: Cecília Meireles, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Eva Furnari, Tatiana Belinky, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mário Quintana, entre outros.
2. Exposição de artistas locais
Os artistas locais são convidados a se expressarem, nas suas diferentes linguagens, sobre o tema do sarau. Os trabalhos ficam expostos no pátio da escola.
 3. Recital de poesia
Os participantes podem se inscrever para declamar poemas (de sua autoria ou não). Para esta atividade, é interessante que alguns professores proponham oficinas de criação de poesias previamente, em sala de aula.
4. Quintal de brincadeiras
Convidar membros da comunidade a organizar um espaço onde possam ensinar para as crianças brincadeiras de sua época. Outra ideia é criar um “cantinho mágico”, onde podem acontecer oficinas de construção de brinquedos com sucata.
5. Momento de liberdade poética e musical
Espaço aberto para que qualquer pessoa possa apresentar algo que tenha interesse em apresentar na hora.
6. Exposição de arte
Murais onde podem ficar expostos desenhos, pinturas e outros trabalhos de arte visual feitos pelos alunos em sala de aula.
7. Oficina de cordel
Há algum cordelista no bairro? Convide-o a fazer uma oficina de criação de cordéis, que depois podem ficar expostos num varal.
8. Roda de contação de histórias
Professores, funcionários, pais ou mesmo alunos mais velhos podem conduzir esta atividade, voltada para as crianças. Sentadas em roda, elas ouvem a história contada pelo adulto e devem continuá-la, imaginando novos rumos para a trama. Em seguida, elas podem criar livros ilustrando a história. Para isso basta entregar folhas de sulfite dobradas ao meio e giz de cera. Eles podem ser finalizados grampeando ou amarrando um barbante na lombada.
9. Seção de cinema
Reservar uma das salas da aula (ou a própria sala de vídeo da escola, caso exista) para passar filmes que tenham relação com o tema do sarau. Ao final de cada seção, promover uma discussão sobre o assunto.
10.  Memória viva
Rodas de conversa com moradores antigos do bairro, na qual os estudantes podem entrevistá-los sobre sua infância, seus tempos de escola, suas formas de diversão etc.
11. Apresentações musicais
Convidar grupos locais a se apresentarem. Estipular um tempo ou número de músicas para cada um, orientando-os a se inspirarem no tema do sarau.
12. Oficina de artesanato
Membros da comunidade podem ensinar a fazer pequenos objetos de artesanato, de acordo com suas habilidades manuais.
13. Brincando com poemas
Criar uma série de desafios com a escrita a partir  de poemas conhecidos. Alguns exemplos: completar lacunas com as palavras que estiverem faltando, entregar versos separados em pequenos pedaços de papel e pedir que o grupo junte-os para formar poesias, criação de rimas etc. Um grupo de professores pode ficar responsável por organizar esta oficina.

14. Teatro
Convidar grupos de teatro da escola ou comunidade local a montarem peças ou esquetes inspirados no tema do sarau.
RECOMENDAÇÕES  
Em cada sarau, deixar uma caixa de sugestões em local visível para que os convidados possam sugerir temas para o próximo encontro.
Durante toda a organização do evento, é importante  incentivar o trabalho em equipe, a auto-organização, a criatividade e a improvisação, além de trabalhar valores como cooperação, ética e solidariedade. O processo é muitas vezes tão importante quanto o produto final.
O registro dos saraus pode ser feito pelos próprios alunos. Alguns podem tirar fotos, outros podem desenhar ou escrever relatos. Esse registro pode ser compartilhado em murais expostos na escola.
As famílias podem ficar responsáveis por organizar  a área de comida, montando barracas de lanches e comidas típicas. O dinheiro arrecadado pode ser usado para fazer um caixa para o próximo sarau. 
Além de ser um momento de descontração e resgate permanente da cultura popular, o sarau é também uma oportunidade de conhecer melhor o universo dos estudantes. Não perca a chance de usar isso como base para enriquecer o currículo da escola.
O sarau ganha mais significado se fizer parte do planejamento anual da escola e estiver integrado com as atividades de sala de aula.
O excesso de atividades pode complicar a organização do evento. Sempre que possível, promova a autogestão, deixando que os responsáveis  por cada oficina organizem o espaço e providenciem o material necessário.
O sarau é uma oportunidade de fazer as famílias circularem pela escola. Por isso, procure espalhar as atividades pelos diferentes espaços: biblioteca, salas de aula, sala de leitura, quadra, sala de vídeo e outros locais normalmente esquecidos.
 O que garante o sucesso de um sarau é a participação efetiva dos convidados. Os coordenadores de atividades devem estar sempre atentos para motivar os mais tímidos.
Fazer o registro da atividade e encaminhar o material (com fotografias) para ser publicado no Blog Educação.
Divulgar a atividade internamente na Unidade de Negócios, convidando os demais funcionários para prestigiar a escola.
 OBSERVAÇÃO
A atividade aqui apresentada foi elaborada pelo Instituto Paulo Freire.

Fonte: http://www.blogeducacao.org.br/wp-content/uploads/2011/02/Plano-Sarau-na-Escola.pd

Receitas Caseiras para sala de aula

Tinta guache caseira

Material: 1 litro de água; 1 xícara de chá de farinha de trigo ou amido de milho; 3 colheres de sopa de vinagre; anilina ou guache (diversas cores).
Preparo:
1 – Misture bem a farinha e a água e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até conseguir um mingau uniforme, não muito grosso.
2 – Deixe esfriar e junte o vinagre.
3 – Divida a massa em vidros, tipo de maionese, e acrescente a anilina ou o guache (uma cor em cada vidro).
4 – Conserva-se bem por aproximadamente 1 mês se mantido bem fechado.
5 – Para usar, distribua entre as crianças pedaços de cartolina.
6 – Retire a tinta do pote com uma colher e deixe-as desenhar com as mãos.
7 – Coloque os trabalhos para secar à sombra.



  

  

Receita massinha de modelar
Ingredientes
1 xícara de sal de cozinha
• 4 xícaras de farinha de trigo
• 2 colheres (de sopa) de óleo
• 1 colher (de sopa) de vinagre
• 1 1/2 xícara de água
• corantes alimentícios de várias cores
ATENÇÃO: certifique que seu filho(a) não é alérgico(a) a nenhum dos ingredientes acima.
Modo de fazer
Passo 1

• Separe todos os ingredientes e coloque-os em uma tigela grande, misturando-os com as mãos. Não há ordem a ser seguida.

• Se você vive em um clima mais úmido, ou se a a massa ficou muito úmida ou pegajosa, adicione uma pitada a mais de farinha.

• Ficou muito seco? Adicione um pouquinho de água.


Passo 2

• Pegue uma bola da massinha e faça um buraco com o dedo. Pingue algumas gotas de corante alimentar. Dobre cuidadosamente a massa por várias vezes, até que a cor esteja bem misturada.

Passo 3
Coloque cada cor em um recipiente hermeticamente fechado.
• Ele pode ser guardado na geladeira, mas isso não é estritamente necessário.

• Se começar a secar ao longo do tempo, adicione um pouco de água. Essa massa dura vários meses.

Thursday, May 28, 2015

Fantoches de pregadores

Na aula de artes muitos podem ser os projetos desenvolvidos, trazendo o aprendizado de forma dinâmica. E uma atividade que achei bem interessante é a de confecção de fantoches com pregador de roupa, eles ficam lindos, e podem ser usados tanto como uma forma de presentear alguém, como também para ensinar os diferentes animais da nossa flora.
Abaixo alguns modelos de fantoches:









Fonte: Educar X http://educarx.blogspot.com.br/2013/10/fantoches-com-pregador-de-roupa.html

Entrevista com Emilia Ferrero

Nos anos 70, ela revolucionou a alfabetização ao explicar como as crianças aprendem. Passou a defender a utilização de textos variados, em substituição às cartilhas. Após a polêmica inicial, suas teses se tornaram referência internacional. A fama não a desviou, no entanto, da preocupação em desvendar o processo de aquisição da leitura e da escrita. Aos 64 anos, Emilia Ferreiro agora avalia a interferência das inovações trazidas pela internet. "Todo profissional deve querer saber sempre mais", ensina. "Se não há inquietude, repetimos coisas que podem estar ultrapassadas." Em abril, a psicolingüista argentina (que vive no México) passou pelo Brasil e concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.

No livro Cultura Escrita e Educação, a senhora afirma que adora pesquisar e descobrir que entendeu algo que a intrigava. O que a deixa intrigada atualmente? 
EMILIA FERREIRO Continuo tentando compreender melhor o funcionamento dos sistemas e das tecnologias de escrita. Indagações surgem a respeito dos modos de comunicação e estilos que estão sendo criados. Um exemplo é o chat, que parece um intercâmbio informal, cara a cara, só que por texto. Outro é o e-mail, que não é uma carta em papel nem um telegrama. Essas novas formas de diálogo possuem propriedades que não conhecemos. São temas a ser pesquisados, assim como a interface entre a aquisição da escrita com letras e com números... 

Como isso se dá? 
EMILIA FERREIRO As duas são ensinadas simultaneamente porque a escola e o ambiente pedem. Já conhecemos bastante o sistema de aquisição da leitura com letras e a maneira de escrever números em situações vinculadas a representações de quantidade. Quero averiguar como se descobre quando usar um ou outro. Quando escrevo casa, leio casa e posso traduzir para house, se souber inglês. No entanto, se escrevo 5, posso ler cinco ou five. Nesse caso não está escrito o nome do número mas o sentido que ele passa. E esse sentido pode ser passado em qualquer língua. Não posso redigir a palavra casa com números, mas a palavra cinco posso escrever também com um algarismo. É interessante ver como crianças muito pequenas, de 4 ou 5 anos, lidam com isso. 

O professor deve tentar desvendar problemas em seu dia-a-dia? 
EMILIA FERREIRO Não. O ofício do pesquisador e o do professor são distintos. Digo isso porque exerço os dois. Quando estou ensinando, minha atitude sobre os problemas é diferente da que tenho quando estou pesquisando. É importante ensinar os alunos a pesquisar, mas isso é parte de meu trabalho de professora. 

Mas não é também papel do docente buscar novos conhecimentos? 
EMILIA FERREIRO Com certeza. Só que isso é diferente de pesquisar. Querer saber sempre mais deve ser próprio de qualquer profissional. Um médico também tem de se atualizar e não se contentar com o que aprendeu na universidade. Se não há uma certa inquietude em continuar descobrindo coisas novas terminamos repetindo as antigas — e o que era válido há vinte anos não continua necessariamente bom hoje. 

O significado de saber ler e escrever também muda com o tempo? 
EMILIA FERREIRO Usamos esses mesmos verbos na Grécia clássica, na Idade Média, na revolução industrial ou na era da internet. Por isso, temos a impressão de que designam a mesma coisa. O real significado, no entanto, vem se modificando. Ambos têm a ver com marcas visuais, mas o que se espera do leitor é determinado socialmente, numa certa época ou cultura. Na Antigüidade clássica não se esperava o mesmo que no século XVIII, nem o que se espera agora. 

O que determina a eficiência de um leitor na era da internet? 
EMILIA FERREIRO O trabalho na internet exige rapidez na leitura e muita seletividade, porque não se pode ler tudo o que está na tela. E a capacidade de selecionar não é algo que, há alguns anos, fosse uma exigência importante na formação do leitor. No contexto escolar, não tinha lugar preponderante mesmo. Na rede mundial de computadores, as páginas estão cheias de coisas que não têm relação com o que procuro e existe a possibilidade de um texto me conduzir a outros por meio de um click. Além disso, quando tenho um livro em mãos e o abro em qualquer página, sei claramente se é o começo, o meio ou o fim. Quando abro uma página na internet nem sempre tenho noção de onde estou. 

Mas os jovens têm facilidade para se adaptar a essas mudanças... 
EMILIA FERREIRO Eles aprenderam a usar a internet sozinhos e rapidamente, sem instrução escolar nem paraescolar. Eles conhecem essa tecnologia melhor que os adultos — os alunos sabem mais do que seus mestres. Essa é uma situação de grande potencial educativo, porque o professor pode dizer: "Sobre isso eu não sei nada. Você me ensina?" A possibilidade de uma relação educativa realmente dialógica é fantástica. Mas o docente não está acostumado a fazer isso e, num primeiro momento, fica com muito medo de não poder ensinar. Em casa, ele recorre aos filhos. No espaço público, na escola, ele tem mais dificuldades. 

Além da questão tecnológica, existe a da língua. A senhora acha que quem não souber inglês será um analfabeto nesta era da internet? 
EMILIA FERREIRO É preciso aprender o inglês, sem dúvida, mas não só esse idioma. Nestes tempos de globalização, vemos ao mesmo tempo um movimento de homogeneização (de um lado) e grupos que manifestam um desejo de manter a própria identidade (de outro). As duas coisas estão funcionando simultaneamente. No início da internet tínhamos a impressão de que ela seria uma das tantas maneiras de converter o inglês na única língua de comunicação. Hoje a situação mudou bastante. Há cada vez mais uma diversidade de idiomas na rede. Temos duas direções a seguir: consultar somente sites na nossa língua ou tomar consciência de que a rede nos dá acesso, por exemplo, a jornais escritos em países distintos — e procurar entendê-los. 

Voltando à alfabetização, o livro Psicogênese da Língua Escrita foi lançado no Brasil em 1985 e causou uma revolução. Como a senhora avalia a repercussão da teoria ali contida? 
EMILIA FERREIRO As mudanças educativas são lentas. É muito fácil transformar uma escola pequena, privada, que tenha desejo de evolução. Mas num sistema educativo municipal ou estadual é mais difícil. Tendo em conta a complexidade da realidade brasileira e levando em consideração que a difusão da teoria não foi similar em todas as regiões, eu diria que já aconteceram muitas coisas por aqui. 

Quais as mais significativas? 
EMILIA FERREIRO No Brasil havia uma espécie de obsessão em montar turmas homogêneas. Tenho a impressão de que esse não é mais um problema. E se isso realmente aconteceu, é um grande avanço. A homogeneidade é um mito que nunca se alcança. Eu posso aplicar uma prova, dizer que vinte estudantes são iguaizinhos e colocá-los todos juntos para trabalhar. Daqui a uma semana eles não serão mais iguais, porque os ritmos de desenvolvimento são muito variados. Uma coisa são os ritmos individuais, outra, as etapas de desenvolvimento. 

Com relação às etapas de desenvolvimento, você crê que sua importância já foi assimilada? 
EMILIA FERREIRO Num primeiro momento, houve apenas a troca de rótulos. Os fracos passaram a ser chamados de pré-silábicos. Os que estavam no meio do processo eram os silábicos e os que eram fortes foram classificados como alfabéticos. Alguns anos depois ficou mais claro que os rótulos novos permitiam ver de outra maneira o progresso das crianças, mostravam que elas estavam aprendendo. É desesperador estar diante de um aluno e dizer "ele não sabe", "ele ainda não sabe". Quando se pode visualizar as mudanças como um progresso na aprendizagem, tudo muda. Primeiro porque o esforço de aprender é reconhecido; segundo porque há a satisfação de ver avanços onde antes não se enxergava nada. 

Ainda hoje chegam cartas à redação de NOVA ESCOLA perguntando qual a idade ideal para iniciar a alfabetização... 
EMILIA FERREIRO Constatei que, atuando de forma inteligente, pode-se alfabetizar aos 5 anos, aos 6 ou aos 7. É preciso oferecer oportunidade para os menores. Alguns vão aprender muito, outros nem tanto. A idéia de que eu, adulto, determino a idade com que alguém vai aprender a escrever é parte da onipotência do sistema escolar que decide em que dia e a que horas algo vai começar. Isso não existe. As crianças têm o mau costume de não pedir permissão para começar a aprender. 

O que um alfabetizador não pode deixar de fazer em classe? 

EMILIA FERREIROLer em voz alta. Especialmente se as turmas forem pobres, vindas de lugares em que há poucas pessoas letradas. Essa poderá ser a primeira vez que ela passa por uma experiência assim. O texto, no entanto, tem de ser bom e lido com convencimento. Esse aluno de 6 ou 7 anos vai presenciar um ato quase mágico. Vai escutar um idioma conhecido e ao mesmo tempo desconhecido, porque a língua, quando escrita, é diferente. Essa maneira de trabalhar é muito melhor do que usar as cartilhas e as famílias silábicas. 

As cartilhas, aliás, já não são usadas como antigamente. 

EMILIA FERREIRO Certa vez um editor brasileiro me acusou de estar arruinando o negócio de cartilhas, e parece que ele tinha razão. Se tenho mesmo relação com a queda na produção desses livros, estou muito orgulhosa. Eles eram de péssima qualidade, horríveis, assustadores. Eram pura bobagem. Apesar disso, há vinte anos parecia um sacrilégio, no Brasil, dizer que a família silábica não era a melhor maneira de trabalhar. Tenho a impressão de que isso mudou e de que esse é um caminho sem volta. Para ensinar a ler e escrever é necessário utilizar diferentes materiais. Um livro só não basta. É preciso utilizar livro, revista, jornal, calendário, agenda, caderno, um conjunto de superfícies sobre as quais se escreve. A maneira como um jornal é redigido não é a mesma que se encontra num livro de Geografia ou História. 

Como deve agir o professor em áreas rurais, onde o contato com a língua escrita é muito menor? 

EMILIA FERREIRO Ele não pode desperdiçar nem um minuto do tempo em que sua turma está na escola, porque cada minuto é muito precioso. Terminado o período da aula, o contato com a escrita quase desaparece, sobretudo se for numa região em que não haja maquinários sofisticados, que exigem a leitura de manuais, ou onde materiais impressos praticamente não existam. 

Como a senhora avalia a alfabetização na América Latina? 

EMILIA FERREIRO A América Latina está conseguindo levar praticamente todas as crianças para a escola, mas nem todas continuam estudando nem aprendem algo que justifique sua permanência ali. 

Ou seja, ainda há o risco de o continente continuar formando analfabetos funcionais

EMILIA FERREIRO Esse problema ocorre no mundo inteiro, ainda que com nomes diferentes. Na França, por exemplo, há uma distinção entre o iletrado e o analfabeto. Este não teve uma escolaridade suficientemente prolongada. O primeiro teve essa oportunidade, mas não pratica nem a leitura nem a escrita. Então, poucos anos mais tarde, lê com dificuldade e evita escrever. Países que já resolveram o problema da escolaridade obrigatória têm iletrados; os que não possibilitaram à população a escolaridade básica têm analfabetos. 

O Brasil encontrou o caminho para combater esse problema? 

EMILIA FERREIRO No Brasil, aparentemente, está em curso uma mudança sensível em relação à escolarização. Muito mais crianças e jovens em idade escolar estão nas salas de aula. Esse é o primeiro passo. Agora, vem o mais importante: desafio da qualidade, da aprendizagem. Não basta ocupar todas as carteiras. É preciso ensinar.

Os desafios da educação

A educação é um tema amplamente discutido em todos os lugares do mundo, sendo um dos temas mais importantes para toda a população, pois a escola é o que prepara o aluno para a vida em sociedade.
Muitos são os desafios que nossa educação sofre no país, como a falta de investimentos, desvio de verbas, falta de valorização dos profissionais da educação, e até mesmo porque a educação não recebe a devida importância que deveria receber.
Sendo que um jogador de futebol, que apenas joga, e a população o assiste como forma de entretenimento, ganha milhões, e o professor que forma o cidadão, que ensina todos os conteúdos para o aluno e o prepara para a vida, não é valorizado da mesma forma.
Sobre esse tema apresento duas entrevistas, que discutem os desafios da Educação em nosso país.


  Fonte: Uned Entrevistas.

Projetos de Leitura e Escrita

O desenvolvimento da escrita é tão importante quanto a leitura, pois por meio da escrita a criança se torna parte da sociedade, pode efetivar seus direitos e obrigações perante a sociedade como um cidadão.
Mas a leitura e a escrita, são dois conceitos que andam juntos, pois se a pessoa lê bem, ela também escreverá bem, e quanto mais se lê, melhor se escreve.

Então o desenvolvimento da escrita e leitura é muito importante nas séries iniciais, então apresentamos aqui, projetos de incentivo a leitura e escrita: